Palestras, promovidas pela Prolagos por meio do programa Respeito Dá o Tom, abriram as atividades pelo mês da consciência negra

“Quem ama não pratica bullying, não pega um celular, tira o chip e leva pra casa. Quem ama não bate, não implica, não desrespeita o professor”. De maneira reta e direta, o rapper, compositor, roteirista, ator, produtor áudio visual, youtuber e gari carioca Jota Jr. conversou com alunos de escolas públicas e levou mensagem de respeito, tolerância, educação e empoderamento. A iniciativa é uma parceria entre a Aegea e a Prolagos, por meio do Programa Respeito Dá o Tom, e abriu as ações da concessionária pelo mês da consciência negra.

Pela primeira vez na região, ele visitou as escolas municipais Prof.ª Márcia Francesconi Pereira, em Cabo Frio, Prof. ª Maria da Glória Santos Motta, em São Pedro da Aldeia, e no Ciep Cecílio Barros, em Arraial do Cabo. Em todos os lugares, o rapper prendeu a atenção dos estudantes e cativou a atenção de todos. “Acredito muito no amor, pois ele pode transformar vidas, e o Jota Jr. fala sobre isso. Ele é muito realista, expressa a verdade que vivemos, não só nas escolas ou trabalho, mas no país como um todo, como o racismo”, comentou Luiza Rodrigues, aluna do 7º ano.

Alunos aproveitaram para tirar fotos com o rapper e youtuber

Dono do canal no youtuber “Fala tu, gari”, onde compartilha seus clipes e, também, vídeos sobre o convívio social, Jota Jr. encontrou fãs durante as visitas. “Eu já ouvia as músicas dele e sou fã. Nunca imaginei que ele fosse aparecer aqui na escola. Gostei muito da palestra, pois ele falou sobre racismo, que é um problema que ainda vivemos no Brasil”, comentou a estudante Raíssa Santos, 13 anos

O objetivo das palestras foi abordar temas que acrescentem na formação social dos jovens. “Com essas conversas conseguimos mudar a visão das pessoas e fazer parte desse movimento que está transformando, mesmo que apenas uma parte da sociedade é gratificante. Gostaria de não ter que falar sobre preconceito, igualdade racial, respeito, mas ainda é muito necessário. O preconceito só será combatido, quando as pessoas entenderem a dimensão do que está acontecendo e isso só vai acontecer através do diálogo. Muitos não fazem ideia do que é o racismo, pois não vivenciam, acham que não existe. Algumas pessoas praticam sem perceber, pois, no Brasil é cultural usar expressões como ‘neguinho é fogo’, ‘cabelo de preto é duro’. Não podemos nos calar. Temos que falar para mudar essa realidade”, finaliza o rapper.