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Iniciativa amplia número de entidades contempladas, reforçando diretrizes para recebimento e aplicação dos recursos
Sete associações e colônias ligadas à pesca artesanal da Lagoa de Araruama foram contempladas, neste ano, pela Bolsa Socioambiental da Prolagos. A iniciativa ampliou o número de entidades beneficiadas em relação à edição anterior.
A entrega simbólica dos cheques foi realizada nesta terça-feira (15/09), na sede da concessionária, em São Pedro da Aldeia, com a presença de representantes das entidades. Ao todo, R$ 140 mil serão divididos igualmente entre as sete organizações, com R$ 20 mil destinados a cada uma para investimentos de caráter coletivo voltados à atividade pesqueira.
Estreante na Bolsa Socioambiental, a Associação de Pescadores Artesanais de Monte Alto (APAMA) tem cinco anos de atuação e participou do processo previsto no regulamento para concorrer ao recurso. A expectativa é que o aporte ajude a associação a avançar em melhorias que já estavam sendo realizadas em sua estrutura.
“É a primeira vez que recebemos a Bolsa Socioambiental e a expectativa é a melhor possível. Temos 37 pescadores ligados à associação e esse recurso vai nos ajudar a dar continuidade a melhorias que vão beneficiar todos eles. Já iniciamos, por exemplo, o conserto do telhado e, com essa estrutura pronta, teremos um espaço coberto para trabalhar nas embarcações. Conhecemos a Bolsa por meio de outro pescador, buscamos entender como funcionava, passamos por todas as etapas do regulamento e agora estamos muito felizes com essa oportunidade”, conta Joel da Silva Dias, presidente APAMA.
A concessão da Bolsa segue critérios estabelecidos em regulamento. As entidades precisam estar formalmente constituídas, comprovar atuação na Lagoa de Araruama e passar pelo processo de habilitação e análise de integridade da companhia. Após a liberação do recurso, cada organização também deve apresentar um Plano de Trabalho, detalhando como pretende utilizá-lo. Os investimentos devem ter caráter coletivo e estar relacionados ao fortalecimento da atividade pesqueira e das próprias entidades.
“Quem vive diariamente a atividade pesqueira conhece de perto suas necessidades. A Bolsa Socioambiental possibilita que as próprias entidades apresentem suas prioridades e proponham melhorias que façam sentido para as suas realidades. A chegada de uma nova associação neste ano também amplia esse diálogo e permite que o recurso alcance mais pescadores”, destaca Aline Araújo, coordenadora de Responsabilidade Social da Prolagos.
Além da APAMA, também estão sendo contempladas a Associação dos Pescadores Artesanais de Gancho de Peixe da Laguna de Araruama; Associação dos Pescadores Artesanais de Barragens da Laguna de Araruama (APAB-LA); Colônia de Pescadores Z-29 de Iguaba Grande; Associação dos Pescadores Artesanais da Praia da Baleia (ASPAPRAB); Associação dos Pescadores Artesanais no Parque das Garças Integrada (APESCARPGIN); e Associação dos Pescadores Artesanais e Sentinelas da Laguna Araruama (APASLA).
Recurso tem acompanhamento e prestação de contas
As entidades contempladas também precisam comprovar a aplicação dos recursos. O regulamento determina a prestação de contas, com relatório das atividades realizadas, resultados alcançados, registros fotográficos e documentos fiscais que comprovem as despesas. A prestação de contas das entidades que participaram da edição anterior também integra o processo de análise para uma nova concessão.
A entrega deste ano ocorre durante o período de defeso da Lagoa de Araruama, entre 1º de agosto e 31 de outubro, quando a captura de peixes fica suspensa para favorecer a reprodução das espécies. O período também é utilizado pelos pescadores para manutenção de embarcações, equipamentos e preparação para a retomada da atividade.
“A pesca artesanal faz parte da história e da identidade da Região dos Lagos. Ampliar o número de entidades contempladas significa estender essa iniciativa a mais profissionais, mantendo critérios claros para a concessão e o acompanhamento da aplicação dos recursos. Queremos que esses investimentos se transformem em melhorias coletivas e contribuam para o fortalecimento da atividade pesqueira na Lagoa de Araruama”, afirma Aline Póvoas, diretora-executiva da Prolagos.
