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“Somos Divas na Luz do Candeeiro” entra em nova fase e monta estrutura para que mulheres quilombolas criem linha de produção no próprio território

Os encontros para a criação da coleção das peças sustentáveis acontecem uma vez por semana por meio do “Somos Divas na Luz do Candeeiro”, projeto da Prolagos, em parceria com o Instituto Carlos Scliar. Muito além de oficinas de cerâmica, a ação tem foco em fomentar a representatividade e a independência das participantes, estimulando o potencial criativo e capacitando para a confecção de peças que poderão apoiá-las na complementação da renda familiar. “Os acessórios confeccionados respeitam as particularidades das comunidades de origem. Ao utilizarmos os elementos encontrados nos próprios quilombos, como bambu, por exemplo, as peças serão acompanhadas de um folheto explicando a origem dos materiais utilizados, proporcionando a quem for adquirir a biojoia uma experiência de proximidade com a natureza”, pontua Cristina Ventura, coordenadora da Casa Scliar e idealizadora do projeto.

Nos quilombos de Baía Formosa, em Armação dos Búzios; e de Maria Joaquina, em Cabo Frio, nada lembra uma comunidade urbana. O chão de terra batida, as plantações de árvores nativas, as criações de porcos e galinhas, os fornos a lenha nos quintais das casas, logo sinalizam a representatividade quilombola. Cercadas por essa mistura de identidade e território, as mulheres modelam a argila, dando forma a biojoias que utilizam, além do barro, recursos de toda natureza que as cerca, como sementes de aroeira e folhas de bananeira.

Nesta fase, as quilombolas que participaram das edições anteriores agora passam por um processo de profissionalização, montando uma linha de produção nos próprios quilombos. “Antes as aulas aconteciam nos jardins da Casa Museu Carlos Scliar, onde as alunas faziam uma imersão no universo da cultura, participando de discussões sobre patrimônio histórico nacional e aprendendo os primeiros passos para a confecção da cerâmica. Agora, em um espaço nos próprios quilombos, o projeto fornece os instrumentos necessários para que as mulheres montem uma linha de produção, oferecendo recursos para que elas tenham autonomia para seguir em frente”, explica Simony Dias, coordenadora de Responsabilidade Social da Prolagos.

Quem participa do projeto já faz planos para o futuro. “Nossa intenção é criar um centro de artesanato aqui dentro da comunidade mesmo, onde possamos trabalhar não só com a argila, como também com outras formas de arte quilombola. Além disso, produzindo aqui no quilombo, outras mulheres poderão ver o nosso empenho, se interessar em aprender e poderemos multiplicar o conhecimento que nos foi passado, possibilitando que mais pessoas tenham uma fonte de renda”, planeja Esila Pereira, do quilombo de Baía Formosa.

“Somos Divas na Luz do Candeeiro” nasceu em 2020, no início da pandemia, com o quilombo de Baía Formosa, de Armação dos Búzios. Já a segunda edição, aconteceu com as mulheres do quilombo Caveira, de Botafogo, em São Pedro da Aldeia; e a terceira edição, com as quilombolas de Maria Joaquina, em Cabo Frio. A ação visa dar projeção à história e cultura quilombola e está alinhada ao programa de diversidade e igualdade racial Respeito Dá o Tom, desenvolvido pela Prolagos e todas as empresas do grupo Aegea.

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